Provavelmente, a maioria conhece o personagem V, há um filme que leva como título V de Vingança. Se não conhecem, aconselho a verem o filme. Mas o que publicarei aqui é um suporto diálogo entre V e a Estátua da Justiça. Para quem não sabe, V estava desgostoso com o governo e a não liberdade importa por ele.
"- Olá, formosa dama. linda noite, não? Perdoe-me a interrupção, talvez a senhorita pretendesse passear... Apenas desfrutar a paisagem. Não importa, creio que é chegado o momento de uma breve conversa. Ahh, eu me esqueci de que não fomos apresentados. Eu não tenho um nome, mas pode me chamar de V.
- Madame Justiça... esse é V. V... esta é Madame Justiça.
- Olá, Madame Justiça.
- Boa noite, V
- Pronto, agora já nos conhecemos. Para ser sincero, outrora fui um admirador seu. Até imagino o que está pensando.'O probre rapaz tem uma queda por mim, uma paixão juvenil'. Perdoe-me, mas não é este o caso. Eu dizia a meu pai: 'quem é aquela moça?' E ele respondia: 'É a Madame Justiça.' Ao que eu replicava: 'Como é bela.'Eu a admirava, apesar da distância. Ainda criança, ao passar na rua, admirava sua beleza. Por favor, não pense se tratar apenas de atração física. Em absoluto eu a amava como pessoa, como ideal. Isso foi há muito tempo. Agora, confesso que há outra...
- O quê? Que vergonha, V! Traindo-me com uma meretriz de lábios pintados e sorriso vulgar!
- Eu, Madame? Permita-me uma correção. Foi sua infidelidade que me arremessou nos braços dela! Ahá! Ficou surpresa, não? Pensou que eu desconhecia suas espacadelas? Enganou-se. Eu sei de tudo. Na verdade, não me surpreendi quando soube que você flertava com homens de uniforme.
- Uniforme? E-eu não sei do que está falando. Sempre foi você, V... O único em minha vi...
- Metirosa! Meretriz! Ousa negar que se deixou envolver por ele, com suas braçadeiras e botas?
...
- O gato comeu sua língua? Foi o que pensei. Muito bem, a verdade foi revelada. Você não é mais a minha justiça, é a dele. Recebeu outro em sua casa. Faça bom proveito do seu novo amante.
- Snif, snif. E quem é ela? Como se chama?
- Seu nome é Anarquia. E ela me ensinou mais como amante do que você supõe. Com ela, aprendi que não há sentido na justiça sem a liberdade. É honesta. Não faz promessas e nem deixa de cumprí-las como você. Eu costumava indagar por que você nunca me olhou nos olhos. Agora eu sei. Por isso, adeus, cara dama. Nossa separação não me entristesse, uma vez que não é mais a mulher que amei outrora. Eis um último presentinho (V deixa um embrulho em forma de coração com uma bomba dentro). Deixo a seus pés.
(A bomba explode)
- As chamas da liberdade. Que adorável, quanta justeza, minha preciosa Anarquia...
