terça-feira, 29 de novembro de 2011

Argumento para a vida

Partimos de que "o dia de nossa morte é um dia que vale a pena ser vivido" (Piratas do Caribe). Ora, nós não temos controle sobre a nossa morte, pois por vezes podemos ser tomado por doenças repentinas, acidentes (que, por definição, são inesperados), entre outras coisas. Portanto, se não temos o controle sobre nossa morte, qualquer dia pode ser o dia de nossa morte. Logo, todo dia é um dia que vale a pena ser vivido. Mas se alguém for audacioso para dizer que nossa morte, assim como tudo na vida, é algo determinado, respondo que, ainda assim, não temos o controle de nossa morte, pois sua determinação não se faz pelas nossas vontades, mas por forças maiores. Nem mesmo no suicídio, pois, se tudo é determinado por forças maiores, não temos controle nem o conhecimento do dia em que decediremos o suicídio. Portanto, se não conhecemos e nem decidimos o dia de nossa morte, ainda assim qualquer dia pode ser o dia de nossa morte. Logo, todos (ou quaisquer) dias são dias que valem a pena ser vivido.

(Ok, ok, não é tão difícil refutar o argumento, mas gostei do meu raciocínio, hoho)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Perdido

Estou me perdendo,
Me perdendo em você.
Eu sou você,
Você sou eu?
Mas, se eu não sou você,
quem sou eu?
Eu sou você
me encontro em você
a cada encontro com você.
Eu sou você.
Quem é você?
Por que você?
Porque você.

domingo, 9 de outubro de 2011

Depoimento de um humano

"Não importa para onde eu vá, sempre sinto um cheiro ruim e asfixiante. Para todo o lado que vou, ele se faz presente. Não é cheiro de peixe, nem do pântano que se estende aqui perto. Lembra algo humano, mas poderia um humano feder tanto? Talvez de vômito... Não, é ainda pior, mas tão causador de repulsa quanto. E agora, o que será que tanto impregna tal nojeira? A fonte é deveras fétida, pois só há eu em um raio de 1km. Me afastei de todos para fugir desta catinga, mas ela me persegue, cada vez mais forte... Pelos céus, sou eu. Sou eu. Não poderia ser outro, não havia percebido que no leito em que me deito há um ser em decomposição. Há eu em decomposição. Ahrg, tão asqueroso ser repudiado por todos, abandonado por si mesmo. Eu me asfixio. Eu me decomponho. Eu, asco humano, eu, verme se alimentando de si."

Depoimento do floricultor

“O amor. O amor não nasce do nada, não existe amor a primeira vista por isso. O amor se desenvolve. É, como uma bela flor, se desenvolve, mas ele sempre esteve lá, como uma sementinha de flor. Então ele brota, mas sempre esteve ali, sendo cultivado. Então aparece. Dá o botão e desabrocha. De repente, é lindo, mas sempre esteve ali, sendo cultivado, como uma flor. Tem que ter cuidado, zelo, esmero, como para uma flor. E não é a flor que se cede, a flor ta ali, parada, parece inativa, mas ela vive. Mas tu tem que se doar pra flor. Tem que cuidar dela, não é? Pois é, pro amor também. Sempre esteve ali, mas nunca se desenvolveu sozinho, tu sempre estava cultivando e não sabia. Começou pela apreciação. Depois foi pra saudade, depois virou essa beldade. Curioso que todos sempre querem coisas raras, mas quando se trata de uma flor, não. Querem só uma bela, muito bela. Que a sua presença ali seja suficiente para alegrar-lhe. Mas continuará regando para que sempre permaneça ali. Então as pessoas acham que as flores morrem, não é? Estão errados. Não, não é imortal, mas ela só mantém o ciclo. Parece idiota, mas ela serve para 'adubar' a terra novamente, então nascem novos brotos. Mas não confunda, não são novos amores, são os frutos daquela mesma flor que com tanto zelo foi cultivada.”

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Justiça

As pessoas confundem o senso de justiça pensando que é um senso de igualdade. Entre iguais, a igualdade é aceitável, mas entre seres diferentes e situações diversas, falar sobre igualdade perde o sentido. O que, na verdade, pode ser considerado como justiça é a noção de equilíbrio, um balanço entre as diferenças e as condições. Se, por acaso, as condições forem de extrema igualdade, a condição de justiça será a igualdade, pois esse será o balanço, mas por coincidência. Nada mais. Quanto a justiça para seres em condições diferentes, ela não pode ser tomada como um padrão, mas como um senso crítico, provavelmente sem uma única resposta. Então passamos de um suposto conceito para uma noção de harmonia. À partir de hoje, a justiça deixa de ser uma falsa consideração pela igualdade entre seres diferentes (por não ser atingível) para se tornar uma relação entre indivíduos, situações e adversidades.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os deveres de um homem

Plantar uma árvore
Escrever um livro
Ter um filho

É simples e tenho quase certeza de que não concluirei pelo menos um desses, mas não deixo de achar importante passar isso a diante.
Tenham uma ótima semana.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em que dilema põe, as almas aventureiras, o amor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

V de Vingança




Provavelmente, a maioria conhece o personagem V, há um filme que leva como título V de Vingança. Se não conhecem, aconselho a verem o filme. Mas o que publicarei aqui é um suporto diálogo entre V e a Estátua da Justiça. Para quem não sabe, V estava desgostoso com o governo e a não liberdade importa por ele.

"- Olá, formosa dama. linda noite, não? Perdoe-me a interrupção, talvez a senhorita pretendesse passear... Apenas desfrutar a paisagem. Não importa, creio que é chegado o momento de uma breve conversa. Ahh, eu me esqueci de que não fomos apresentados. Eu não tenho um nome, mas pode me chamar de V.
- Madame Justiça... esse é V. V... esta é Madame Justiça.
- Olá, Madame Justiça.
- Boa noite, V
- Pronto, agora já nos conhecemos. Para ser sincero, outrora fui um admirador seu. Até imagino o que está pensando.'O probre rapaz tem uma queda por mim, uma paixão juvenil'. Perdoe-me, mas não é este o caso. Eu dizia a meu pai: 'quem é aquela moça?' E ele respondia: 'É a Madame Justiça.' Ao que eu replicava: 'Como é bela.'Eu a admirava, apesar da distância. Ainda criança, ao passar na rua, admirava sua beleza. Por favor, não pense se tratar apenas de atração física. Em absoluto eu a amava como pessoa, como ideal. Isso foi há muito tempo. Agora, confesso que há outra...
- O quê? Que vergonha, V! Traindo-me com uma meretriz de lábios pintados e sorriso vulgar!
- Eu, Madame? Permita-me uma correção. Foi sua infidelidade que me arremessou nos braços dela! Ahá! Ficou surpresa, não? Pensou que eu desconhecia suas espacadelas? Enganou-se. Eu sei de tudo. Na verdade, não me surpreendi quando soube que você flertava com homens de uniforme.
- Uniforme? E-eu não sei do que está falando. Sempre foi você, V... O único em minha vi...
- Metirosa! Meretriz! Ousa negar que se deixou envolver por ele, com suas braçadeiras e botas?
...
- O gato comeu sua língua? Foi o que pensei. Muito bem, a verdade foi revelada. Você não é mais a minha justiça, é a dele. Recebeu outro em sua casa. Faça bom proveito do seu novo amante.
- Snif, snif. E quem é ela? Como se chama?
- Seu nome é Anarquia. E ela me ensinou mais como amante do que você supõe. Com ela, aprendi que não há sentido na justiça sem a liberdade. É honesta. Não faz promessas e nem deixa de cumprí-las como você. Eu costumava indagar por que você nunca me olhou nos olhos. Agora eu sei. Por isso, adeus, cara dama. Nossa separação não me entristesse, uma vez que não é mais a mulher que amei outrora. Eis um último presentinho (V deixa um embrulho em forma de coração com uma bomba dentro). Deixo a seus pés.
(A bomba explode)

- As chamas da liberdade. Que adorável, quanta justeza, minha preciosa Anarquia...

'Ó, beldade, até hoje eu te desconhecia.'"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Falso ideal

Eu precisava ir até o banco, no centro da cidade. Resolvi então pegar um ônibus. Porém, no ônibus em que entrei, estavam gravando um filme pornô. Levei um susto quando vi. Ora, não é sempre que isso me acontece, mas decidi agir naturalemente. Foi então que fiz uma retrospectiva dos filmes do gênero que já havia assistido e pensei: "E por que não?"
Me dirigi para onde estavam gravando e tentei me meter no meio do "bem-baum". Não deixaram. "Como assim, não posso?" Não podia, não era um ator contratado e não tinha experiência. "Olha, meu caro, acho melhor não entrarmos nesses méritos, estou meio enferrujado, mas ainda tenho bala na gulha!" Ele respondeu que não era disso que falava, que não tinha experiência com os filmes, quis ele dizer. Ia retomar meu lugar no ônibus, mas não, resolvi continuar tentando. Afinal, em todos os filmes que alguém pega outros alguéns transando, ele entra na brincadeira sem ser questionado. Quando eu tenho uma oportunidade, sou? Não mesmo!
Continuei a discução com os responsáveis. Só então percebi o que estava fazendo. Os atores já não estavam no clima, a equipe cansada de mim, todos insatisfeitos. Então me desculpei com o pessoal. Incentivei o ator para que, né, voltasse a ativa e sentei-me no meu lugar.
Ficamos assim. Por mais que eu tenha reconhecido na indústria pornô os mentirosos que são, pois apresentam uma coisa e exigem outra, mantivemos nossa boa relação. Eu ajudei a eles, eles me ajudam. Quanto a suas falsidades, ninguém precisa saber que aquilo não acontece realmente.
Cheguei no banco com a consciência limpa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua

-
Millôr Fernandes

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

DA LINGUAGEM E SUAS (I)LIMITAÇÕES

Que a linguagem é nossa forma mais comum de tranferir alguma mensagem todos sabem e isso é consensual. Porém revelo aqui minhas dúvidas e as preocupações referentes à ela, porque deve haver algo de muito errado nela. O primeiro problema que encontro é infinidade de interpretações possíveis diante de um texto. Eu posso interpretar um poema de um modo, talvez até de acordo com meu estado de espírito. Um engenheiro que o leia pode interpretar de outra forma, e talvez nenhuma das formas sejam a correta. Vejam só, um impasse!
Acredito que a linguagem escrita e falada, quando tomadas isoladas, são os piores meios de comunicação que poderiam haver. Elas abrem um leque que, talvez, seja desnecessário para entender qualquer coisa discursiva. Talvez tenha nascido dai (e talvez a partir de agora eu respeite mais) a Lógica Argumentativa. Falando rapidamente, é um "estudo do argumento através da mera forma lógica, impossibilitando o discurso de ser contraditório". Sinceramente, acho ainda mais limitado ser dependente disso, de uma forma que nos enrijece, porém, datas as condições, a lógica começa a se tornar atraente...
Mas, de que condições estou falando?
Ora, da profunda ignorância diante das diversas linguagens. Nossa linguagem não se mostra apenas nos discursos escritos e falados, mas também através de gestos, sinais, símbolos (todos presente nas artes e também no nosso dia-a-dia). Essas formas estão todas aí, e estão explicitamente e enraizadas em nós sendo uma forma complemento da outra. Em um teatro ou filme, a música ou os objetos cênicos são complementos do discurso apresentado.
Não percebemos essa necessidade de complementação da linguagem, isso nos induz ao erro. Isso nos proporciona, talvez, apenas uma possibilidade de interpretação, sendo a errada. Mas se apresentarmos uma mensagem com um conjunto de linguagem em harmonia, serão possíveis inúmeras interpretações? Será que não estaremos sendo mais precisos? Como na Geografía, acredito que, quanto mais coordenadas apresentarmos, mais próximos de achar determinado local estaremos. Na linguagem também é assim? Aí já não sei. Aposto minhas fichas que sim, mas não posso fazer mais que uma mera aposta.



Um abraço e leiam bastante para exercitar o cérebro!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conhecimento e verdade

Meu trabalho sobre verdade e conhecimento. Espero que sirva para algo. (:

"I.c. Às vezes se diz que conhecimento e verdade são uma e a mesma coisa. Você concorda com isso? Explique e justifique sua resposta.

Antes de responder à pergunta, é importante entender esses dois conceitos envolvidos, o de conhecimento e de verdade. A verdade está condicionada ao mundo, então, para afirmarmos algo como verdadeiro, o mundo deverá apresentar esse algo como verdadeiro. Se fizermos essa mesma afirmação e não fizer correspondência com o mundo, então temos uma afirmação falsa. O conhecimento, da mesma forma, está condicionado ao mundo e ao conhecimento da verdade. Se conhecermos algo, é porque esse algo é verdadeiro e o mundo faz correspondência com isso. Aí percebemos uma semelhança entre verdade e conhecimento, ambas sendo subordinadas ao mundo. Porém, defenderei ainda que elas são coisas distintas. Devemos distinguir conhecimento e crença, pois a crença muitas vezes está baseada em “verdades” dogmáticas, algo que pode ser afirmada como verdadeira, mas ser falsa. Porém, para afirmarmos como falsa, o mundo não pode fazer correspondência com essa afirmação. Percebemos, então, que ambos os conceitos têm uma relação com o mundo. Então devemos entender o conhecimento como algo adquirido por meios empíricos ou, como no caso da matemática, calculado. Já a crença pode ser adquirida de uma equivocada epifania.

Dito isso, podemos passar para o problema. Se afirmarmos que 2+2=4, então temos conhecimento disso e é verdade, pois, se somarmos duas laranjas com outras duas laranjas, teremos quatro laranjas. Então o mundo faz correspondência com ambas a noção de verdade e de conhecimento. Então suponhamos que Deus existe. Deus existe e isso é verdade, pois o mundo faz correspondência com isso, porém, nós ainda não temos conhecimento sobre tal fato. Ainda há especulações sobre sua existência. Ora, então a existência de Deus é verdade, porém, desconhecida. Neste caso, percebemos que verdade e conhecimento não são a mesma coisa, mas mantém uma relação. Podemos afirmar essa relação de coincidência ou não-coincidência. Ora, se temos conhecimento de uma coisa e essa coisa é verdadeira, é porque o conhecimento e a verdade coincidem. Porém, se algo é verdadeiro e não temos conhecimento sobre esse algo, então temos uma situação em que a verdade e o conhecimento não coincidem."

Uma boa semana a todos e leiam os jornais!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Das verdades e do Físico obtuso

Em uma certa conversa, Fulano falava com um certo Físico sobre suas especulações sobre o mundo. Em determinada parte da conversa, ambos se mostraram divergentes diante da noção de verdade. Dizia Fulano aquilo que lhe parecia óbvio: "Ora, a verdade faz correspondência com o mundo. Se o mundo não apresenta algo que afirmo verdadeiro, então isso não é verdadeiro."
Então o Físico disse aquilo que, para ele, era o óbvio: "Ora, você está errado. Pois a verdade é relativa. Se eu acredito em algo, esse algo é verdadeiro."
Fulano ficou surpreso com essa proposição e encontrou uma oportunidade de tornar pública suas especulações. Então começou suas explanações.
- Pois bem, então falemos sobre esse copo que está sobre a mesa... - Fulano fazia, assim, referência aos objetos próximos deles.
- Mas o copo não está sobre a mesa.
Fulano ficou surpreso com a proposição, mas já a esperava, pois para um físico qualquer, precisa-se explicitar, de fato, aquilo que tomamos como referência. Pois certas coisas variam conforme o referencial, é o que eles dizem. E provavelmente era nisso que o Físico pensava.
- Por que o copo não esá sobre a mesa? - Perguntou Fulano.
- Porque ele está sendo puxado para o centro da Terra.
Fulano ficou embasbacado com tal argumento. "Ora, o fato de ser puxado para o centro da Terra pela força da gravidade não anula o fato de que o copo está em cima da mesa", assim alegou o especulador. Porém, o Físico continuou como refutador de qualquer tese, até o momento em que se contra-disse: "O copo está sobre a mesa."
Isso deixou Fulano aliviado, pois os problemas do dito Físico não é sobre sua razão, mas sim uma questão de linguagem.
Após muita discução e exemplos e contra-exemplos apresentados, Fulano continuou com sua tese de que toda verdade é absoluta, enquanto o Físico permanecia crente em sua verdade relativa.
Então Fulano pensou naquilo que seria a vitória de sua teoria, enfim chegariam a um denominador comum referente ao assunto.
"Pois bem, então afirmaremos que 2+2=4. Isso provavelmente é o que você acredita". Dessa vez o Físico teve a ombridade de não refutar. Realmente Fulano provaria que estava certo...
"Porém, eu acredito que 2+2=5. E isso não pode ser verdade."
Aí entrou o momento derradeiro... "Se tu acredita nisso, então é verdade para ti."
Fulano ficou atônito. Como poderia um físico refutar a base de sua ciência?!
"Mas isso é absurdo! Isso seria uma falsa verdade!"
- Pode ser uma verdade-falsa, mas tu acredita nisso, então essa é a tua verdade.
"Verdade-falsa?", questionou-se em pensamento Fulano. Concluiu que já não podia debater com o Físico, não por ser derrotado em seus argumentos, mas por ser ele obtuso. Então tomou uma decisão...
- Vou ligar para a polícia. Estou na presença de um assassino.
- Como é? - Agora era o refutador quem estava atônito.
- Sim, você é um assassino!
- Não fale besteira, você sabe que não.
- Desculpe, mas eu sei que é. Ora, eu acredito nisso, então isso é verdade independente do que tu me diga.
- Estás sendo irracional. É só por causa do diálogo?
- De modo algum. E estou sendo completamente racional, segundo sua tese...
Fulano já não se importava com o desfeixo da história, mas se o Físico aceitasse tal destino, seria obrigado a respeitá-lo, pois estaria se sacrificando em função de sua teoria. Fazer isso diante da situação seria demonstrar fielmente sua crença em suas teses, por mais absurdas que fossem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Haikai

Bem, Haikai, para quem não sabe é uma uma forma poética japonesa. Eu não sei realmente usar essa forma, pois não entendo de poemas, porém, fiz algo que se assemelha com um. Espero que apreciem meu poeminha de três linhas.

De que vale o eterno viver
Se a vida que cuidas com tanto apreço
perde seu preço?

-Matheus Penafiel

sábado, 4 de junho de 2011

Bebei, amigos Yoho!

Bem, gostaria de falar sobre preocupações desnecessárias. É, tipo, briguinhas infantis, sacam? O que quero dizer é que as pessoas se preocupam de mais com pequenas intrigas. Muitas vezes a história está apenas mal contada e cortam relações. E eu vejo isso como um problema. Como algo perto de filósofo, defendo a ideia de que uma boa conversa pode resolver tudo. Ah, vão dizer que não, agora? Cara, tudo pode ser resolvido em uma mesa de bar, com uma bebida e uma boa música. No mais, são apenas problemas que as pessoas criam ao se esquecerem das coisas boas que podem acontecer quando ignoram pequeninos "problemas relacionais". Se não gostam da opção da bebida, tudo pode ser resolvido na cama, também! Apenas torçam para não brigar com uma pessoa do mesmo sexo! hahaha!

Um grande abraço e escutem Legião!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Voltando!

Eu sei que faz muito tempo que não posto, mas, sabem aqueles momentos obscuros que cercam-nos e nos asfixiam? Estava em algo assim. Uma infinidade de motivos e causas que me enrolavam em dúvidas desconexas, mas algo mudou. Tenho visto refletido num mero brilho uma outra vida, uma nova perspectiva, uma nova vida! Enfim, estou novamente inspirado e estou escrevendo novamente. Enquato isso, esperem pacientemente que, TALVEZ, vocês não se decepcionem.

Lembrem-se de cuidar de seus avós e de serem educados com os idosos!

sábado, 16 de abril de 2011

Para as mulheres

Desistam as mulheres de se vitimarem, pois são vocês nossas carrascas! Enquanto vocês passam seus tempos fazendo planos sobre o tal futuro, nós homens, inutilmente, nos despedaçamos investigando-as. Que tarefa mais nobre haveria um homem de ter?
E, ingênuas, ainda reclamam o pouco reconhecimento nas artes. Não nos levem a mal, mas somos muito melhores que vocês nisso, haverão de convir! Afinal, vocês são nossas inspirações. O que seria do homem se não tentasse reproduzir o ser de seu maior apego. Ingênuos.
Desgraçados nós que lançamos mão de nossos destinos em suas mãos. Tolo Freud, tolos homens, jamais entenderão as mulheres. Tolo autor! No fundo, eles sabem disso. Mas que graça teria se assim não fizessem? Porque só nós sabemos que gostinho bom dá essa incessante busca... Ah, isso dá!

sábado, 9 de abril de 2011

As mortes e a morte de Airton

Bem, escrevi aquela crônica ali abaixo e espero que gostem. Mas o principal, espero que saquem o que eu escrevi, ou tentei escrever. Ela não saiu como eu queria, mas talvez dê para o gasto. Mas, especialmente nessa postagem da crônica, gostaria que vocês comentacem porque quero ver se realmente gostaram e ver o que entenderam, para saber se me expressei bem. Então é um pedido que lhes faço. Aah, se vocês têm tempo para ler esse humilde blog você têm também para comentá-lo.


Um grande abraço a todos e exercitem suas mentes!

As mortes e a morte de Airton

Airton entendia a importância adotada para a morte. Sabia que as pessoas atribuiriam suas maiores glórias em seus momento derradeiro. Porém, perturbava-o saber que todos tinham uma ideia fantasiosa de que sua morte teria um Q de heroísmo e, provavelmente, ninguém teria essa oportunidade. Não podia aceitar isso. As pessoas deixariam de ser heroínas em vida para o serem em seu leito de morte. Não, tinha que fazer alguma coisa.

- Tente não falar, Alberto. Poupe suas forças! - Implorava Michele aos soluços.

- Por favor, escutem, tenho coisas importantes a dizer - dizia Airton, fingindo-se Alberto - Você, Michele... Nunca vi pessoa com tamanho senso de justiça. Apenas peca ao julgar aos outros, porém, sei que se julga com tamanha severidade. Tire proveito dessa qualidade, largue a advocacia e seja juíza. Mude o mundo assim - então Airton fingia perder as forças.

- Por favor, Carolina, você tem um coração tão puro e a paciência dos monges... Cof! - Claro, uma tossida de Airton para disfarçar - Porém, deveria aproveitar seus conhecimentos médicos também para aqueles que não podem... Cof! Pagar justamente pelo trabalho.

- Entendo, Ivo. O farei! - dizia Carolina para Airton, com o peito apertado de angústia...

Essa era a nova vida de Airton, dar motivos para as pessoas serem melhores. Sabia a magnitude que era o momento antes da morte, então, morria. Ou assim parecia. Todo ano Airton se mudava. Em um mês arranjava um bom emprego, e em três era amicíssimo de seus colegas e de seus vizinhos. Em oito já era o conselheiro amoroso de muitos e em doze voltava a morrer.

- Sabe... Se você deixasse de ser... professor universitário e fosse de uma escola pública... Você é genial, Jeffrey!

- Já entendi, Robert. O serei. - Então escorria uma lágrima do rosto de Jeffrey - Sei da sua ligação com os jovens por causa da perda de seu irmão...

- Muito obrigado, amigo... Isso me tranquiliza... - E a voz de Airton se perdia sem forças para mais.

Assim Airton melhorava as atitudes daqueles que se aproximavam dele. Conseguiu auxílios de uma trupe de teatro para orfanatos, enfermeiros para asilos e psicólogos para os grupos de AA. Todos trabalhos voluntários.

Então, um dia, chegou a hora do Airton. Nada de Robert, Guilherme ou Aroldo, apenas do Airton, visto como o vizinho novo que recém se mudara para o interior. Voltava do mercado com um bolo e champanhe que ofereceria em uma festa de confraternização com seus vizinhos. Depois de tantas idas e vindas de hospitais mostrando uma vida fajuta, esqueceu-se da sua. Aquele em que realmente carregava um câncer nunca descoberto em vida. Então caiu na calçada, às 18h27 de um março vazio e sozinho.

Airton não teve direito a versos heróicos ou atenção de seus amigos como teve outras sete vezes. Estava apenas desamparado sobre suas compras e, mais tarde, noticiado como um homem que não teve ninguém além do padre para orar por ele.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Logo, logo

Imaginei que não fosse cumprir o combinado. Admitam, vocês também! Mas, se querem saber, estou tendo muitas coisas por agora. Primeiramente, hoje foi minha primeira aula de moto! Uhul! Finalmente vou realmente escrever um diário de motocicleta. Estou trabalhando numa série de contos para postar, mas ainda não encontrei aquele toque de genesequa ( com certeza não escreve assim haha!). E também minha multifuncional não está funcionando, então nem desenhos mais posso postar. Fica realmente complicado. Mas adianto que meus contos são com aquele personagem que fiz com o chapéu de bobo. Nada mais digo, hohoho! No mais, era isso.
Aaaaah, tomem muito cuidado, pessoal. Ultimamente o pessoal da POE (tipo BOPE) tem estado bastante nas ruas. Das duas, uma: Ou querem mostrar serviço, ou realmente têm serviço. Então cuidem-se, pode ser que as ruas estejam mais perigosas, sei que Sapucaia está!

Um grande abraço à todos e usem capacetes quando necessário! (:

terça-feira, 29 de março de 2011

Sem título criativo

Biiih, preciso me desculpar por não postar mais, antes de mais nada. Já estou há um longo tempo sem fazer isso. Mas tenho desculpas plausíveis. Como disse no último post, Tonho e eu criaremos um mangá. Isso está tomando muito tempo meu porque estou praticando com frequência meu desenho, que ainda não é bom. E também estou fazendo faculdade. Podem pensar que uma faculdade de filosofia não toma tempo algum, mas estão redondamente enganados. Pois preciso de muito tempo para ler tudo que me é proposto, isso que ainda não usaremos os textos em inglês que, além de ler, terei de traduzi-los também (não necessariamente nessa ordem). Então, peço-lhes desculpas. Gostaria de publicar aqui uma crônica que escrevi semana passada, mas terão de esperar até um dia que a internet na casa do meu pai esteja de bom humor. Enquanto isso, ficamos por aqui. Mas prometo postar algo ainda essa semana (arriscado isso). Então, aqui vai um até logo para todos e lembrem-se de lavar sempre as mãos... as duas!!

terça-feira, 8 de março de 2011

Mangakás!

Sabem, acho que hoje vou falar coisas mais minhas. Não, esqueçam, vamos falar outra coisa, eu sou muito chato!Aparentemente o Tonho e eu faremos um mangá. Há tempos que queremos isso, acho que é um sonhos de ambos, mas não é fácil. E ando inspirado também, to conseguindo desenhar bem. Até o Tonho se surpreendeu, ele é bem crítico. Vai ser uma comédia misturada com drama, ou romance, não sei bem. O Tonho vai bolar mais a história, e eu só darei umas pinceladas. Dai o desenho eu farei e o Tonho dará algumas dicas. Enfim, acho que ficará bem bom. Talvez eu poste aqui, talvez não. É que, é o seguinte, talvez tenham cenas eróticas. (haha! não esperavam por essa) já que nosso protagonista vai ser... Não, deixarei isso como surpressa! Enfim, talvez eu poste algo mais ainda essa madrugada, pois ela será cheia de intrigas e batalhas em uma verdadeira guerra!!! Bem, para quem não matou a charada, só vou chogar War na casa do Mono e com o Yuri também.

Bem, vou-me já. Cuidessem bem para poderem ler os próximos posts e continuem usando camisinha nesse resto de Carnaval. Hasta luego!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu sou o Super-Homem

O Homem que era o Super-Homem é um filme belíssimo baseado em fatos reais. Com o roteiro de Jin-ho Yun e Yoon-Chul Jeong (também Diretor), o filme conta a história de uma produtora (Gianna Jun) que decide fazer um documentário sobre um homem que pensa ser o Super-Homem. O Super-Homem (interpretado por Jeong-min Hwang) vive para ajudar os mais necessitados, fazendo uso de seus "super poderes".
As pessoas desprezariam esse filme ao saber que é um filme sul-coreano. Porém, aqueles que arriscarem se aventurar fora das áreas de Hollywood, descobrirão um mundo novo nesse drama oriental.
Possuidor de um poder incrível, o Elenco do Filme não poupa o telespectador expondo-o a cenas tocantes e a uma mensagem poderosa diante os defeitos atuais da sociedade.
No momento em que as pessoas assistirem a esse filme, o mundo experimentará uma nova era, onde será dado oportunidades a inúmeros "loucos de capas vermelhas" demonstrarem a capacidade dos verdadeiros heróis.

PS: O desenho é baseado em alguns detalhes do filme. O "homem" desenhado é um personagem meu que será apresentado a vocês aqui no blog futuramente, numa próxima oportunidade.

Uma beijoka a todos e ajudem as velhinhas com suas sacolas e os cegos a atravessar as ruas.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bastantão

Estou há um tempão sem postar aqui, né? Eu sei, eu sei. Mas vocês sabem como é, férias, praia, internet sem funcionar, essas coisas. Como estou há um tempão sem falar nada, vou apenas comentar sobre coisas que achei interessante nessas minhas férias.

Bem, tendo certo tempo desde o dia 12 de janeiro, comecei apenas assistindo a continuação de Arakawa Under the Bridge. Sério, sou apaixonado por aquele animê. Mas o Tonho deve a felicidade de me apresentar mais um: Durarara (aliás, acabou de trancar o dawnload dele). Bem, é um animê de estilo simples mas muito complexo, ao mesmo tempo. Outra coisa que acho importante falar é que comecei a fazer minha carteira de motorista. Tá, isso não é importante, mais gente poluindo as ruas e tudo mais, mas é o que veio com isso. Descobri que muita gente fuma maconha. Fiquei realmente apavorado. Fiz amizade com dois caras lá, muito legais eles. Então através deles tive essa visão, porque todos os intervalos nós íamos para a praça e eles fumavam seu "beck". Com o tempo os participantes da mesmo "tribo" foram se identificando e ficaram mais evidentes. Eu, mesmo tendo o desejo de experimentar, acabei não o fazendo, não sei bem o porquê. Dando continuidade, assisti a um filme perfeito com o Tonho, "O Homem que era o Super-Homem". Se eu fosse vocês, assistiria ao menos uma vez. Mas como eu sou eu, vou assistir de novo. Vou fazer uma resenha dele em breve. Aaahhh!!! Uma coisa de extrema importância me veio a mente agora. Mas já é algo do final do ano passado, não só das férias. Relembrei do quão saboroso é o Nesquiki (Vulgo Quiki). Gente, me viciei. Maravilhoso, comprei uma lata pra mim. E o bom é que só eu tomo! hohoho! Precisava dividir isso com vocês. Bem, vou ficando por aqui.

Um grande abraço a todos e cuidado redobrado no trânsito!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Apreciem

Bem, pessoal, para quem não sabe, vou fazer filosofia na faculdade. Então gostaria de dividir algo que me fascinou a primeira vista e continua. São dois videos de uma entrevista no Jô com um filósofo. O cara é simplesmente genial. Apreciem essa cortesia de Rafa Ferraz! (:

Aproveitem esse verão para tomar banhos frios. Mas não de cara, esfriem a água só na hora de sair, eu acho ótimo isso!
PS: a menos que tenha sido um banho quente! Não queremos choques térmicos.

Linha 4

Podem rir ao final, mas essa é a minha mais brilhante descoberta e só foi possível lendo o mangá do Naruto.

Só há duas verdadeiras formas de compreender as pessoas. Uma não vou falar porque deve ser uma manifestação natural, a outra é a dor. Pensando bem, as duas deveriam ser uma manifestação natural, porém, como ninguém têm se mostrado capaz de uma coisa simples como essa, vou dar um "empurrãozinho".
Você entende as ações e os medos das pessoas sabendo aquilo que ela passou em sua vida. Tendo conhecimento dos eventos traumáticos que apareceram em seu caminho. Não adianta dizer o contrário, somos todos seres egoístas limitados ao nosso interior, e esquecemos o exterior, ou o interior dos outros. Esquecemos que eles também têm angústias, medos, receios, traumas e lembranças desgostosas. Então vem aquela velha questão de "ninguém me entende!". Mas e nós, entendemos os outros, sabemos por aquilo que já passaram e tentamos realmente ouvir e compreender? Julgamos com tamanha certeza e arrogância algumas coisas que nos esquecemos de nos minimizarmos para dar chance ao próximo.
Eu tenho uma crença. É a de que só teremos paz quando isso se concretizar, quando todos nós conhecermos a dor alheia (o que nos levaria a conhecer a todas as dores, talvez), quando formos capazes que julgar de olhos vendados as qualidades e os defeitos dos outros levando em consideração seu passado, suas dores. E, veja só, sou ambicioso. Essa também será a época em que tentaremos ajudar as pessoas. Teremos total embasamento e capacidade para isso. E não precisaremos ser Freuds ou Machados para isso, seremos apenas seres humanos fazendo uso da nossa maior qualidade.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

2000-2010

Ôla! Bem, tirei a ideia do assunto de hoje de um trabalho que minha turma teve que fazer em 2009, que era o Trabalho das Décadas. Cada grupo teria que pegar uma década para falar sobre o contexto histórico, a moda, a música e os escritores da época. Baseado nisso, resolvi, então, fazer da última década que passou, de 2000 a 2010. Pois bem, talvez a análise não seja muito boa e vocês queiram completar com algo que me passou despercebido, então fiquem a vontade. Vamos lá!

Mario Vargas Lhosa foi o recente ganhador do Prêmio Nobel de Literatura e veio a Porto Alegre falar sobre a recente "banalização da cultura". Eu concordo com o que o escritor diz, porém, não inteiramente. Se fizermos um retrospecto dessa década, veremos tivemos funks considerados uma anti-cultura incrivelmente forte e também aquela modinha de playboys. Mas nada que realmente fugisse do que já existisse antes. O que eu realmente vejo é a tentativa (ainda não concreta) de retornar a antiga cultura. Tanto do rock como o do engajamento dos jovens na política.
Hoje a cultura está se movendo mais para o antropocentrismo, porém, focando ainda mais nos sentimentos do homem. É isso que vemos refletido nas músicas da moda Emo e, provavelmente, na tal da Happy Rock (na verdade desconheço essa cultura). Concordo que ambas culturas, por algum motivo, ocorrem concomitante à alienação das pessoas que dela participam. Coisas como "Essidoisessidois" é algo que acho muito besta, mas é a nossa realidade atual.
Outra coisa as pessoas não percebem é a manifestação cultural escrita que ocorre na nossa década. Esses são os tais blogs (e é aí onde entramos!). O blog é o instrumento mais usado para a divulgação em função da fácil acessibilidade. Qualquer um que tiver internet pode se tornar um escritor/pensador. Já desprezei essa forma de arte por achar que fosse superficial de mais, até que entendi o porquê. É aí que entra o contexto histórico.
Temos a liberdade e a comodidade da tecnologia. Ela foi feita de fato para facilitar nossa vida e gerar entretenimento. Mas mesmo assim as pessoas ansiaram pela divulgação de suas obras, e dai nasceu o blog, ou foi adaptado para isso, como forma de expressar a arte. E, se repararmos, a maioria dos blog focam no seu "Eu", principalmente seu "Eu sentimental", o que poderia confirmar aquilo que disse parágrafos atrás. E tem também essa nova mania dos vlogs, que acho até trisinho. Alguns como os de Denis Lee e Pc Siqueira fazem a minha cabeça. Mas notem que até na criação do vlog há estilos diferentes, como na música e na literatura. Mas um que eu não aconselho a ver é o do Felipe Neto. É alguém que não tem o poder da palavra para debater ou defender qualquer tese, e usa de palavras ofensivas para argumentar. Há esse estilo também que eu particularmente não gosto.
Falando rapidamente do contexto histórico, estamos na Terceira Revolução Industrial e as grandes façanhas são as criações de novas tecnologias e o correto uso delas. Outra coisa que deveria ser observado é a necessidade daquele tal "Desenvolvimento Sustentável" e "Preocupação com o Meio Ambiente", porém, esses assuntos ainda não foram adotados por nenhuma forma artística. Então, por enquanto, fica só na saudade.
Encerramos por aqui. Espero que tenham gostado e que reflitam e que comentem. Beijo a todos e usem filtro solar, Bial aconselha.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Redação

Olá, pessoal! Como não postei mais nada, vim para mostrar-lhes minha redação para a prova da UFRGS. Para quem não sabe, o tema era sobre a constante desvalorização da profissão de professor pelos jovens. Ah, e como eu não sabia como categorizar esse post, coloquei como "Política" mesmo, porque tem um pouquinho. Bem, vamos a ele.

De professor a ouríves

O professor carrega a função de passar seus conhecimentos adiante. Com certeza, equiparam-se com os médicos no grau de importância, mas não é devidamente valorizado. Isso começa na remuneração de seu trabalho.
Nota-se a banalização do professor na sua remuneração salarial. Isso explicita o desconhecimento do fardo que o professor carrega, não somente de transmitir conhecimento, mas também ao lapidar seus alunos.
Comprovar que é no salário em que se esconde a falta de busca pela licenciatura é fácil: basta por lado a lado os cargos de professor e de parlamentar. Num dos casos, temos o aumento anual que varia de 5 a 10%, incluindo riscos de violência. No outro, temos salários que arranham ceus, com o aumento de aproximados 60% em uma troca de mandato. Batalha injusta.
Com o passar do tempo, os arquitetos da sociedade passaram a ser os políticos. Isso pode ser interpretado de maneira indireta pelas tabelas de Oferta de Vagas da UFRGS. A medida que os políticos desvalorizam tal profissão e mostram uma real injustiça para com os professores, a procura pela licenciatura decresce, evidenciando o medo de carregar um futuro como educador.
A pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas mostra dados mais otimistas. Aproximadamente 1/3 dos jovens entrevistados considerou ser professor. A simples valorização da profissão deve ser vista como esperançosa e, principalmente, deve ser incentivada. Afinal, os números atuais são depreciativos.
Não há dúvidas de que nas casas e nas escolas residem os moldes da sociedade. Dar uma boa base aos profissionais da educação é apostar no futuro de uma sociedade mais íntegra.


Puxa, enquanto estava redigindo essa dissertação, percebi um monte de erros e falhas. Acho que vou ser bem descontado. Outra coisa, quanto as tabelas que fiz referência foram disponibilizadas na prova. Então, aquele que tiver acesso, veja. Quem não tiver, bem, não espere por mim! haha
Espero que tenham gostado, abraço a todos e comam bastante frutas nesse verão.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

(Meio) Cumprido

Bem, como o prometido (ou quase) ajeitei a aparência do blog. Ainda não consegui organizá-lo, mas essa mudança ainda está por vir. Não postei antes do Natal e nem no Ano Novo... Pois é. Primeiramente gostaria de pedir-lhes que comentem sobre a aparência do meu blog para saber se é do agrado geral. Quanto a imagem, é do próprio filme Diário de Motocicleta. Pois bem, voltarei a postar com assiduidade (haan, nunca fiz isso!) Vou começar a postar também resenhas, crônicas e talvez alguns contos de minha autoria. Também continuarei com minhas revoltas escritas e descritas aqui para vocês, isso não mudou, mas falarei um pouco mais de mim. Pois é, vão ter que me aturar.Bem, amanhã mesmo (hoje) talvez eu ainda poste alguma coisa, porém, no mais, era isso. Gostaria de desejar não um feliz 2011, mas um ano cheio de prosperidade e sabedoria para vocês. Feliz 2011...! Oh, wait!