segunda-feira, 20 de junho de 2011

Das verdades e do Físico obtuso

Em uma certa conversa, Fulano falava com um certo Físico sobre suas especulações sobre o mundo. Em determinada parte da conversa, ambos se mostraram divergentes diante da noção de verdade. Dizia Fulano aquilo que lhe parecia óbvio: "Ora, a verdade faz correspondência com o mundo. Se o mundo não apresenta algo que afirmo verdadeiro, então isso não é verdadeiro."
Então o Físico disse aquilo que, para ele, era o óbvio: "Ora, você está errado. Pois a verdade é relativa. Se eu acredito em algo, esse algo é verdadeiro."
Fulano ficou surpreso com essa proposição e encontrou uma oportunidade de tornar pública suas especulações. Então começou suas explanações.
- Pois bem, então falemos sobre esse copo que está sobre a mesa... - Fulano fazia, assim, referência aos objetos próximos deles.
- Mas o copo não está sobre a mesa.
Fulano ficou surpreso com a proposição, mas já a esperava, pois para um físico qualquer, precisa-se explicitar, de fato, aquilo que tomamos como referência. Pois certas coisas variam conforme o referencial, é o que eles dizem. E provavelmente era nisso que o Físico pensava.
- Por que o copo não esá sobre a mesa? - Perguntou Fulano.
- Porque ele está sendo puxado para o centro da Terra.
Fulano ficou embasbacado com tal argumento. "Ora, o fato de ser puxado para o centro da Terra pela força da gravidade não anula o fato de que o copo está em cima da mesa", assim alegou o especulador. Porém, o Físico continuou como refutador de qualquer tese, até o momento em que se contra-disse: "O copo está sobre a mesa."
Isso deixou Fulano aliviado, pois os problemas do dito Físico não é sobre sua razão, mas sim uma questão de linguagem.
Após muita discução e exemplos e contra-exemplos apresentados, Fulano continuou com sua tese de que toda verdade é absoluta, enquanto o Físico permanecia crente em sua verdade relativa.
Então Fulano pensou naquilo que seria a vitória de sua teoria, enfim chegariam a um denominador comum referente ao assunto.
"Pois bem, então afirmaremos que 2+2=4. Isso provavelmente é o que você acredita". Dessa vez o Físico teve a ombridade de não refutar. Realmente Fulano provaria que estava certo...
"Porém, eu acredito que 2+2=5. E isso não pode ser verdade."
Aí entrou o momento derradeiro... "Se tu acredita nisso, então é verdade para ti."
Fulano ficou atônito. Como poderia um físico refutar a base de sua ciência?!
"Mas isso é absurdo! Isso seria uma falsa verdade!"
- Pode ser uma verdade-falsa, mas tu acredita nisso, então essa é a tua verdade.
"Verdade-falsa?", questionou-se em pensamento Fulano. Concluiu que já não podia debater com o Físico, não por ser derrotado em seus argumentos, mas por ser ele obtuso. Então tomou uma decisão...
- Vou ligar para a polícia. Estou na presença de um assassino.
- Como é? - Agora era o refutador quem estava atônito.
- Sim, você é um assassino!
- Não fale besteira, você sabe que não.
- Desculpe, mas eu sei que é. Ora, eu acredito nisso, então isso é verdade independente do que tu me diga.
- Estás sendo irracional. É só por causa do diálogo?
- De modo algum. E estou sendo completamente racional, segundo sua tese...
Fulano já não se importava com o desfeixo da história, mas se o Físico aceitasse tal destino, seria obrigado a respeitá-lo, pois estaria se sacrificando em função de sua teoria. Fazer isso diante da situação seria demonstrar fielmente sua crença em suas teses, por mais absurdas que fossem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Haikai

Bem, Haikai, para quem não sabe é uma uma forma poética japonesa. Eu não sei realmente usar essa forma, pois não entendo de poemas, porém, fiz algo que se assemelha com um. Espero que apreciem meu poeminha de três linhas.

De que vale o eterno viver
Se a vida que cuidas com tanto apreço
perde seu preço?

-Matheus Penafiel

sábado, 4 de junho de 2011

Bebei, amigos Yoho!

Bem, gostaria de falar sobre preocupações desnecessárias. É, tipo, briguinhas infantis, sacam? O que quero dizer é que as pessoas se preocupam de mais com pequenas intrigas. Muitas vezes a história está apenas mal contada e cortam relações. E eu vejo isso como um problema. Como algo perto de filósofo, defendo a ideia de que uma boa conversa pode resolver tudo. Ah, vão dizer que não, agora? Cara, tudo pode ser resolvido em uma mesa de bar, com uma bebida e uma boa música. No mais, são apenas problemas que as pessoas criam ao se esquecerem das coisas boas que podem acontecer quando ignoram pequeninos "problemas relacionais". Se não gostam da opção da bebida, tudo pode ser resolvido na cama, também! Apenas torçam para não brigar com uma pessoa do mesmo sexo! hahaha!

Um grande abraço e escutem Legião!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Voltando!

Eu sei que faz muito tempo que não posto, mas, sabem aqueles momentos obscuros que cercam-nos e nos asfixiam? Estava em algo assim. Uma infinidade de motivos e causas que me enrolavam em dúvidas desconexas, mas algo mudou. Tenho visto refletido num mero brilho uma outra vida, uma nova perspectiva, uma nova vida! Enfim, estou novamente inspirado e estou escrevendo novamente. Enquato isso, esperem pacientemente que, TALVEZ, vocês não se decepcionem.

Lembrem-se de cuidar de seus avós e de serem educados com os idosos!