terça-feira, 29 de novembro de 2011

Argumento para a vida

Partimos de que "o dia de nossa morte é um dia que vale a pena ser vivido" (Piratas do Caribe). Ora, nós não temos controle sobre a nossa morte, pois por vezes podemos ser tomado por doenças repentinas, acidentes (que, por definição, são inesperados), entre outras coisas. Portanto, se não temos o controle sobre nossa morte, qualquer dia pode ser o dia de nossa morte. Logo, todo dia é um dia que vale a pena ser vivido. Mas se alguém for audacioso para dizer que nossa morte, assim como tudo na vida, é algo determinado, respondo que, ainda assim, não temos o controle de nossa morte, pois sua determinação não se faz pelas nossas vontades, mas por forças maiores. Nem mesmo no suicídio, pois, se tudo é determinado por forças maiores, não temos controle nem o conhecimento do dia em que decediremos o suicídio. Portanto, se não conhecemos e nem decidimos o dia de nossa morte, ainda assim qualquer dia pode ser o dia de nossa morte. Logo, todos (ou quaisquer) dias são dias que valem a pena ser vivido.

(Ok, ok, não é tão difícil refutar o argumento, mas gostei do meu raciocínio, hoho)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Perdido

Estou me perdendo,
Me perdendo em você.
Eu sou você,
Você sou eu?
Mas, se eu não sou você,
quem sou eu?
Eu sou você
me encontro em você
a cada encontro com você.
Eu sou você.
Quem é você?
Por que você?
Porque você.

domingo, 9 de outubro de 2011

Depoimento de um humano

"Não importa para onde eu vá, sempre sinto um cheiro ruim e asfixiante. Para todo o lado que vou, ele se faz presente. Não é cheiro de peixe, nem do pântano que se estende aqui perto. Lembra algo humano, mas poderia um humano feder tanto? Talvez de vômito... Não, é ainda pior, mas tão causador de repulsa quanto. E agora, o que será que tanto impregna tal nojeira? A fonte é deveras fétida, pois só há eu em um raio de 1km. Me afastei de todos para fugir desta catinga, mas ela me persegue, cada vez mais forte... Pelos céus, sou eu. Sou eu. Não poderia ser outro, não havia percebido que no leito em que me deito há um ser em decomposição. Há eu em decomposição. Ahrg, tão asqueroso ser repudiado por todos, abandonado por si mesmo. Eu me asfixio. Eu me decomponho. Eu, asco humano, eu, verme se alimentando de si."

Depoimento do floricultor

“O amor. O amor não nasce do nada, não existe amor a primeira vista por isso. O amor se desenvolve. É, como uma bela flor, se desenvolve, mas ele sempre esteve lá, como uma sementinha de flor. Então ele brota, mas sempre esteve ali, sendo cultivado. Então aparece. Dá o botão e desabrocha. De repente, é lindo, mas sempre esteve ali, sendo cultivado, como uma flor. Tem que ter cuidado, zelo, esmero, como para uma flor. E não é a flor que se cede, a flor ta ali, parada, parece inativa, mas ela vive. Mas tu tem que se doar pra flor. Tem que cuidar dela, não é? Pois é, pro amor também. Sempre esteve ali, mas nunca se desenvolveu sozinho, tu sempre estava cultivando e não sabia. Começou pela apreciação. Depois foi pra saudade, depois virou essa beldade. Curioso que todos sempre querem coisas raras, mas quando se trata de uma flor, não. Querem só uma bela, muito bela. Que a sua presença ali seja suficiente para alegrar-lhe. Mas continuará regando para que sempre permaneça ali. Então as pessoas acham que as flores morrem, não é? Estão errados. Não, não é imortal, mas ela só mantém o ciclo. Parece idiota, mas ela serve para 'adubar' a terra novamente, então nascem novos brotos. Mas não confunda, não são novos amores, são os frutos daquela mesma flor que com tanto zelo foi cultivada.”

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Justiça

As pessoas confundem o senso de justiça pensando que é um senso de igualdade. Entre iguais, a igualdade é aceitável, mas entre seres diferentes e situações diversas, falar sobre igualdade perde o sentido. O que, na verdade, pode ser considerado como justiça é a noção de equilíbrio, um balanço entre as diferenças e as condições. Se, por acaso, as condições forem de extrema igualdade, a condição de justiça será a igualdade, pois esse será o balanço, mas por coincidência. Nada mais. Quanto a justiça para seres em condições diferentes, ela não pode ser tomada como um padrão, mas como um senso crítico, provavelmente sem uma única resposta. Então passamos de um suposto conceito para uma noção de harmonia. À partir de hoje, a justiça deixa de ser uma falsa consideração pela igualdade entre seres diferentes (por não ser atingível) para se tornar uma relação entre indivíduos, situações e adversidades.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os deveres de um homem

Plantar uma árvore
Escrever um livro
Ter um filho

É simples e tenho quase certeza de que não concluirei pelo menos um desses, mas não deixo de achar importante passar isso a diante.
Tenham uma ótima semana.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em que dilema põe, as almas aventureiras, o amor.